📌 A Raízen (RAIZ4) divulgou os seus resultados do terceiro trimestre do ano-safra 2025/26 (3T 25'26), reportando um cenário financeiro extremamente crítico.
A companhia registou um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no trimestre, um agravamento drástico em relação ao prejuízo de R$ 2,6 bilhões do mesmo período da safra anterior.
O resultado foi severamente impactado por um impairment de R$ 11,1 bilhões (sem efeito caixa), decorrente da revisão da recuperabilidade de ativos após o rebaixamento dos seus ratings de crédito.
Pela primeira vez, as demonstrações financeiras trazem uma nota sobre "incerteza significativa relacionada à continuidade operacional", o que levou a administração a contratar assessores para avaliar alternativas estruturais.
Destaques do Resultado (3T 25'26 vs. 3T 24'25):
•Prejuízo Líquido: R$ 15,6 bilhões no 3T 25'26 (vs. R$ 2,6 bilhões no 3T 24'25).
•EBITDA Ajustado: R$ 3,15 bilhões, uma queda de 3,3% na comparação anual.
•Receita Líquida: Recuou 9,7%, totalizando R$ 60,4 bilhões.
•Moagem de Cana: Redução de 23,2% no volume processado (10,6 milhões de toneladas), afetada por queimadas, geadas e padrão errático de chuvas.
•Alavancagem: A relação Dívida Líquida/EBITDA saltou de 3,0x para 5,3x, evidenciando a forte pressão sobre a estrutura de capital.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
Os resultados da Raízen são alarmantes e confirmam a deterioração acelerada da tese de investimento.
A queda de 33,6% no EBITDA do segmento de Açúcar, Etanol e Bioenergia (EAB) mostra que a empresa não conseguiu mitigar os danos climáticos e a queda nos preços globais das commodities.
O impairment massivo de R$ 11 bilhões é um reflexo contábil da perda de confiança do mercado de crédito na capacidade de solvência da companhia.
Embora a operação de Distribuição de Combustíveis no Brasil tenha apresentado uma melhora operacional (EBITDA ajustado subindo 50,5%), este segmento sozinho não consegue sustentar o peso da dívida líquida de R$ 55,3 bilhões.
O comprometimento dos acionistas controladores em injetar capital é o único ponto que ainda mantém alguma expectativa de viabilidade, mas a incerteza quanto à continuidade operacional eleva o risco do ativo a patamares de "stress" financeiro.
Complemento Estratégico
A companhia reduziu o seu nível de investimentos (CAPEX) em R$ 3 bilhões no ano para tentar preservar caixa, focando apenas na renovação de canaviais e integridade de ativos industriais.
No entanto, o custo da dívida líquida disparou 71% devido à Selic elevada e ao maior endividamento, consumindo rapidamente a geração de caixa operacional.
A conclusão de desinvestimentos de R$ 5 bilhões é vital, mas insuficiente para resolver o desequilíbrio estrutural sem uma recapitalização robusta.
Análise da Capitalizo
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