Vale (VALE3) divulga resultados do 4T25

Publicado em 13/02/2026

📌 A Vale (VALE3) apresentou um desempenho operacional sólido no quarto trimestre de 2025 (4T25), atingindo ou superando todos os guidances estabelecidos para o ano. 

A Receita Líquida anual totalizou US$ 38,4 bilhões, com o EBITDA Proforma atingindo US$ 15,9 bilhões em 2025.

No 4T25, o EBITDA Proforma somou US$ 4,8 bilhões, um crescimento de 17% em relação ao 4T24, impulsionado por maiores volumes de vendas e preços realizados de cobre e minério de ferro. 

O lucro líquido atribuível aos acionistas, no entanto, foi negativo em US$ 3,8 bilhões no trimestre, impactado majoritariamente por itens não recorrentes, como o impairment de US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel no Canadá.

Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):

EBITDA Proforma: US$ 4,8 bilhões no 4T25 (+17% YoY), refletindo a maior contribuição de Metais Básicos.
Produção e Vendas: Vendas de minério de ferro cresceram 5% no trimestre; cobre subiu 8% e níquel 5%.
Fluxo de Caixa Livre Recorrente: Atingiu US$ 1,7 bilhão no 4T25, aumento de US$ 0,9 bilhão YoY devido ao EBITDA forte e menores despesas financeiras.
Custos: O custo caixa C1 do minério de ferro (ex-compras) fechou o ano em US$ 21,3/t, queda de 2% YoY, cumprindo o guidance.
Retorno ao Acionista: US$ 1,8 bilhão em dividendos e JCP anunciados para pagamento em março/26.

Análise da Capitalizo (Resultado Positivo)

Sentimento: Positivo. Apesar do prejuízo contábil causado por baixas contábeis (impairments), o resultado operacional da Vale foi muito robusto. 

A empresa demonstrou disciplina ao atingir todas as metas de produção e custo em um ano de transição. A redução sequencial dos custos all-in em Metais Básicos (níquel recuando 35% YoY) mostra que a estratégia de eficiência está capturando valor real além do ciclo de preços.

A geração de caixa livre recorrente de US$ 4,8 bilhões no ano reforça a tese de que a Vale continua sendo uma "máquina de dividendos", mesmo com o CAPEX de manutenção elevado para frotas autônomas e segurança. 

O ponto de atenção negativo fica para a provisão adicional de US$ 449 milhões relativa à Samarco (ação no Reino Unido), que segue pressionando o balanço, embora a dívida líquida expandida tenha caído US$ 1,1 bilhão no trimestre.

Complemento Estratégico

O ramp-up de projetos como Capanema e Vargem Grande deve sustentar o crescimento de volume para 2026. No segmento de cobre, a aprovação da licença do projeto Bacaba é um marco importante para estender a vida útil do complexo de Sossego. 

A Vale também avançou em segurança, encerrando o ano sem nenhuma barragem em nível máximo de emergência.


Análise da Capitalizo

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