📌 A Usiminas (USIM5) apresentou resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) que refletem a profunda crise enfrentada pela siderurgia nacional frente ao aço importado.
No comparativo com o mesmo período do ano anterior (4T24), a companhia registrou uma queda de 5% na receita líquida e uma compressão severa de 19% no EBITDA Ajustado, que somou R$ 417 milhões.
O lucro líquido de R$ 129 milhões no trimestre é insuficiente para reverter o impacto negativo do ano, que encerrou com um **prejuízo consolidado de R$ 2,9 bilhões** , impulsionado por impairments bilionários que evidenciam a perda de valor dos ativos da empresa no cenário atual.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Retração na Receita: Receita líquida caiu de R$ 6,5 bilhões no 4T24 para R$ 6,2 bilhões no 4T25 (-5%).
•EBITDA sob Pressão: O EBITDA Ajustado consolidado encolheu 19% em relação ao 4T24.
•Margem em Queda: A margem EBITDA Ajustada recuou de 8,0% no 4T24 para 6,8% no 4T25.
•Vendas de Aço Estagnadas: O volume de vendas no mercado interno ficou praticamente estável (959 mil t vs 961 mil t), mas com preços (receita por tonelada) muito mais pressionados.
•Mineração em desaceleração operacional: Apesar de um bom ano para a MUSA, o lucro bruto da unidade no 4T25 foi 28% inferior ao do 4T24.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
O comparativo anual revela uma deterioração nítida da rentabilidade operacional.
A Usiminas está vendendo praticamente o mesmo volume de aço do que no final de 2024, mas ganhando muito menos por isso devido à concorrência desleal das importações, que forçou uma redução de 4% na receita líquida por tonelada em 2025.
A empresa tenta focar na redução de custos de matérias-primas, mas a economia feita no CPV não é suficiente para compensar a queda nos preços de venda.
O fato de a margem operacional ter caído de 4% para 2% em um ano mostra que a eficiência prometida ainda não se traduziu em lucro operacional sustentável. A dependência total de decisões governamentais sobre impostos de importação para "nivelar o jogo" torna o investimento na companhia altamente dependente de fatores exógenos, aumentando o risco.
Complemento Estratégico
Embora o balanço esteja saneado com uma posição de caixa líquido de R$ 444 milhões , isso deve-se mais à redução forçada de estoque e capital de giro do que à geração de valor via lucro.
A projeção para 2026 de melhora no mix de produtos exigirá um mercado interno muito mais aquecido, algo incerto diante da atual conjuntura macroeconômica.
Análise da Capitalizo
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