📌 A XP (XPBR31, XP) encerrou o ano de 2025 com resultados financeiros recordes, embora tenha enfrentado um cenário desafiador para a captação de recursos no varejo.
O lucro líquido ajustado anual atingiu R$ 5,2 bilhões, um crescimento de 15% em relação a 2024. No quarto trimestre (4T25), o lucro ajustado foi de R$ 1,33 bilhão, alta de 10% na comparação anual.
Os ativos sob custódia (AUC) alcançaram a marca de R$ 1,5 trilhão, expandindo 16% em 12 meses, impulsionados tanto pela captação líquida quanto pela valorização do mercado.
Entretanto, a companhia admitiu que o crescimento da receita foi pressionado por um mix de investimentos mais conservador e menor atividade de mercado.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Lucro Líquido Ajustado: R$ 1,33 bilhão no trimestre (+10% YoY) e R$ 5,2 bilhões no ano (+15% YoY).
•Ativos sob Custódia (AUC): Atingiram R$ 1,49 trilhão, crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
•Banco de Atacado: Receita de "Grandes Empresas e Mercado de Capitais" saltou 49% no 4T25, chegando a R$ 895 milhões.
•Queda na Captação: A captação líquida anual de varejo caiu 13% em relação a 2024, totalizando R$ 94 bilhões.
•Rentabilidade: O ROAE ajustado anual fechou em 23,9%, melhora de 94 bps frente a 2024.
Análise da Capitalizo (Resultado Positivo)
Sentimento: Neutro a Positivo. A XP entregou uma linha final (lucro líquido) forte e recorde, demonstrando uma alavancagem operacional eficiente ao fazer o lucro crescer quase o dobro da receita bruta (+15% vs. +8%).
A grande surpresa positiva veio do Banco de Atacado, que compensou a lentidão do varejo com um crescimento robusto em emissões de dívida (DCM) e soluções de crédito corporativo.
Por outro lado, o resultado operacional no varejo acende um sinal de alerta: a captação líquida anual caiu 13%, refletindo a maior competição e o cenário de juros altos que mantém o investidor em produtos de menor margem (renda fixa de curto prazo).
O take rate de varejo também sofreu uma leve compressão, fechando o ano em 1,25%.
A tese da XP agora depende da sua capacidade de monetizar a base atual via novas verticais (Cartões e Seguros) e de uma eventual retomada do mercado de capitais para pessoas físicas.
Complemento Estratégico
A XP encerrou o ano com um excesso de capital relevante (Índice de Basileia de 20,4%), o que permitiu o retorno de aproximadamente R$ 2,4 bilhões aos acionistas via recompras e dividendos em 2025.
A integração entre o atacado e o varejo segue como a principal barreira de entrada contra competidores, enquanto o uso de IA foca no aumento da produtividade da rede de 18 mil assessores para sustentar as margens.
Análise da Capitalizo
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