📌 O IRB(Re) (IRBR3) consolidou sua virada operacional em 2025, encerrando o ano com um lucro líquido de R$ 504,8 milhões, um crescimento de 35,5% em relação a 2024.
O grande marco do relatório é o anúncio do retorno do pagamento de dividendos após cinco anos, reflexo da limpeza completa dos prejuízos acumulados e da constituição de reservas de lucros.
No quarto trimestre (4T25), o lucro líquido foi de R$ 143,3 milhões, alta de 27,4% YoY, impulsionado por uma melhora substancial na sinistralidade e pela rentabilidade das aplicações financeiras.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Lucro Líquido: R$ 143,3 milhões no trimestre (+27,4%) e R$ 504,8 milhões no ano (+35,5%).
•Sinistralidade: Caiu para 51,6% no 4T25 (queda de 12,4 p.p.), refletindo a melhor seleção de riscos e a limpeza da carteira.
•Resultado de Underwriting (Subscrição): R$ 292,8 milhões no 4T25 (+64,7%), mostrando que a operação principal voltou a ser altamente rentável.
•Prêmio Emitido: Queda de 16,4% no trimestre, explicada pelo cancelamento de contratos não rentáveis (especialmente na linha de Vida) e pela crise no setor Agro.
•Índice Combinado: Melhorou para 94,3% no 4T25, indicando que a companhia gasta menos do que arrecada operacionalmente (abaixo de 100% é lucro).
Análise da Capitalizo (Resultado Positivo)
O IRB(Re) entregou o que o mercado esperava: a confirmação de que o "pior ficou para trás".
A estratégia de focar no mercado brasileiro e abrir mão de prêmios volumosos mas deficitários (como no segmento de Vida) surtiu efeito, com o Resultado de Subscrição saltando 64% no ano.
A volta dos dividendos é o "selo de qualidade" que faltava para a tese de reestruturação.
Entretanto, é necessário manter um olhar atento à queda no volume de prêmios emitidos (-11,8% no ano). Embora o foco seja rentabilidade, a companhia precisa provar que consegue voltar a crescer sem comprometer a sinistralidade.
Além disso, o resultado financeiro de R$ 723 milhões ainda é o grande sustentáculo do lucro, beneficiado pelos juros altos; uma queda na Selic em 2026 pode pressionar essa linha, exigindo que a operação de seguros (underwriting) compense a diferença.
Complemento Estratégico
A solvência do IRB(Re) atingiu 268%, um nível extremamente confortável que permite à companhia explorar novas frentes, como a criação de duas novas seguradoras (Danos e Pessoas/Previdência) já autorizadas pela SUSEP.
A elevação dos ratings pela S&P e AM Best para "AAA.BR" e "A-", respectivamente, reduz o custo de capital e melhora a percepção de risco para grandes contratos internacionais.
Análise da Capitalizo
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