📌 A Coinbase (C2OI34, COIN) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) revelando uma deterioração acentuada em seus indicadores operacionais e financeiros em relação ao mesmo período do ano anterior (4T24).
A companhia reportou um prejuízo líquido de US$ 667 milhões no trimestre e viu sua receita total encolher de US$ 2,3 bilhões para US$ 1,8 bilhão na comparação YoY.
Apesar do crescimento acumulado no ano, o final de 2025 expôs a vulnerabilidade da empresa à queda nos volumes de negociação e à volatilidade dos preços dos ativos digitais, que impactaram diretamente a linha final do balanço.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Forte Queda no EBITDA: O EBITDA Ajustado despencou de US$ 1,3 bilhão para US$ 566 milhões, uma retração severa de 56%.
•Receita de Transação em Queda: O faturamento com taxas de negociação caiu de US$ 1,56 bilhão para US$ 983 milhões (-37% YoY).
•Prejuízo Líquido: Reversão do lucro de US$ 1,3 bilhão no 4T24 para um prejuízo de US$ 667 milhões no 4T25.
•Aumento de Despesas: As despesas operacionais totais subiram de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,5 bilhão (+22%), pressionadas por marketing e custos de aquisição.
•Impacto nas Margens: A margem EBITDA ajustada sofreu compressão significativa, refletindo a incapacidade de manter a lucratividade em um mercado menos volátil.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
O resultado do 4T25 da Coinbase é negativo e revela que a empresa ainda não conseguiu desvincular sua estrutura de custos da volatilidade extrema do varejo.
A queda de 37% na receita de transação em um ano mostra que a "fidelidade" do usuário de varejo é frágil e que o take rate está sob pressão.
É necessário ser crítico com os custos crescentes: mesmo com a receita caindo em dois dígitos, as despesas operacionais subiram 22%.
O prejuízo líquido bilionário, embora contenha perdas não realizadas, indica que a gestão está exposta demais ao risco direcional das criptomoedas em seu próprio balanço.
O crescimento em assinaturas é positivo, mas ainda insuficiente para carregar uma estrutura de gastos tão pesada quando o volume de trading seca.
Complemento Estratégico
O outlook para o 1T26 é pessimista, projetando nova queda na receita de assinaturas e serviços devido às menores taxas de juros e preços de ativos.
A estratégia de recomprar US$ 1,7 bilhão em ações parece ser uma tentativa de sustentar o preço do papel diante de fundamentos operacionais que se enfraqueceram rapidamente no final do ano.
Análise da Capitalizo
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