📌 A Charter Communications (CHTR), que opera a marca Spectrum, divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025, refletindo um cenário de transição no setor de telecomunicações.
A Receita Total no período somou US$ 13,6 mil milhões, o que representa uma queda de 2,3% em relação aos US$ 13,9 mil milhões registrados no 4T24.
Esse recuo foi impulsionado principalmente pela menor receita de vídeo residencial e pela queda nas vendas de publicidade política após o ciclo eleitoral.
O Lucro Líquido atribuível aos acionistas totalizou US$ 1,33 mil milhões, uma redução de 9,1% na comparação anual.
Apesar disso, o Lucro por Ação (EPS) básico subiu para US$ 10,47, um avanço de 1,5% frente aos US$ 10,32 do ano anterior, beneficiado por uma redução de 10,5% no número de ações em circulação devido ao programa agressivo de recompras da companhia.
Destaques Financeiros do 4T25 (vs. 4T24):
•Receita de Internet: Atingiu US$ 5,9 mil milhões, um leve crescimento de 0,7%, mesmo com uma base de clientes menor, impulsionada por ajustes de tarifas.
•Receita de Mobile: Foi o grande destaque positivo, saltando para US$ 973 milhões, uma alta de 13,1%.
•Receita de Vídeo: Caiu para US$ 3,2 mil milhões, uma retração de 10,3%, refletindo a mudança de preferência dos consumidores por pacotes menores e streaming.
•EBITDA Ajustado: Somou US$ 5,7 mil milhões, apresentando uma leve queda de 1,2%.
•Margem EBITDA Ajustada: Teve uma melhora marginal, situando-se em 41,8% (ante 41,4% no 4T24).
•Fluxo de Caixa Livre (FCF): Totalizou US$ 773 milhões, uma queda de 21,4%, impactada por maiores investimentos em capital.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
A Charter continua a navegar por um ambiente competitivo desafiador, especialmente no segmento de banda larga fixa, onde perdeu 119 mil clientes de Internet no trimestre. No entanto, a estratégia de convergência com o Spectrum Mobile está se provando eficaz para a retenção, com a adição de 428 mil novas linhas móveis no período.
O segmento móvel já se tornou um motor de crescimento relevante, compensando parte da erosão nas receitas de TV a cabo tradicional.
No lado operacional, é notável que a empresa tenha conseguido estabilizar sua margem EBITDA acima de 41%, apesar da queda na receita bruta. Isso demonstra um controle rigoroso de custos e a eficiência na migração de clientes para planos de conectividade mais rentáveis.
O alto investimento em Capex (US$ 3,3 mil milhões no trimestre) reflete a continuidade da evolução da rede para oferecer velocidades simétricas de multi-gigabit até 2027, um movimento necessário para enfrentar a concorrência da fibra e do 5G fixo.
Complemento Estratégico
A gestão da Charter está focada em simplificar a proposta de valor para o cliente, incluindo aplicativos de streaming (como Disney+, HBO Max e Paramount+) sem custo adicional em seus pacotes de TV, o que ajudou a registrar uma adição líquida positiva de 44 mil clientes de vídeo neste trimestre — uma reversão importante frente à perda de 123 mil no ano anterior.
O compromisso com o acionista permanece central: em 2025, a Charter utilizou US$ 5,4 mil milhões para recomprar 17,1 milhões de ações.
Para 2026, a projeção é de investimentos em capital na ordem de US$ 11,4 bilhões, mantendo o foco na expansão rural e na modernização tecnológica da rede para sustentar o crescimento de longo prazo.
Análise da Capitalizo
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