📌 O Grupo SBF (SBFG3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com um crescimento robusto de faturamento, consolidando um recorde histórico anual de R$ 7,7 bilhões em receita líquida.
No 4T25, a receita líquida consolidada somou R$ 2,43 bilhões, um avanço de 11,8% sobre o mesmo período de 2024, impulsionada pelo bom desempenho das vendas de Natal e Black Friday em ambas as unidades de negócio.
Apesar do faturamento recorde, a última linha do balanço foi pressionada pelo ciclo de investimentos e pela conjuntura cambial.
O lucro líquido ajustado (ex-IFRS) totalizou R$ 162,4 milhões no trimestre, representando uma queda de 4,7% em relação ao 4T24.
A companhia focou o período na execução de mudanças estruturantes, como a revitalização de lojas da Centauro e a internalização da logística da Nike, visando ganhos de produtividade no longo prazo.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24)
•Lucro Líquido Ajustado (ex-IFRS): R$ 162,4 milhões, queda de 4,7%.
•Receita Líquida Consolidada: R$ 2,43 bilhões, crescimento de 11,8%.
•EBITDA Ajustado (ex-IFRS): R$ 224,6 milhões, redução de 4,9%.
•Alavancagem Financeira: Encerrou em 0,96x (Dívida Líquida/EBITDA), contra 0,38x no final de 2024.
•Expansão: Abertura de 2 novas lojas Centauro e conclusão de 8 revitalizações apenas no 4T25.
Análise Capitalizo (Resultado: Neutro)
O desempenho do Grupo SBF no 4T25 foi neutro. Embora a companhia tenha demonstrado força comercial, crescendo a receita acima da inflação e ganhando participação de mercado tanto na Centauro (+15,8%) quanto na Fisia/Nike (+13,1%), a rentabilidade foi sacrificada pela fase de reinvestimento e pressões externas.
A queda no lucro líquido e no EBITDA ajustado reflete o impacto da desvalorização cambial sobre o custo das mercadorias importadas pela Fisia e o aumento das despesas operacionais (+14,6%), vinculadas ao reforço do time de vendas e maiores gastos logísticos.
A alavancagem financeira subiu de 0,38x para 0,96x no ano, fruto da maior necessidade de capital de giro e do CAPEX recorde de R$ 423,5 milhões em 2025 para modernização da rede.
O lado positivo é que os investimentos em revitalização de lojas já mostram resultados, com performance 12,9 p.p. superior à das unidades não reformadas.
No entanto, a empresa encerrou o ciclo de turnaround operacional e agora precisa provar que consegue converter esse ganho de escala em lucro efetivo para o acionista.
Complemento Estratégico
Setorialmente, o Grupo SBF se posiciona para um 2026 de fortes gatilhos, como a Copa do Mundo e o início dos novos patrocínios da Nike com Atlético Mineiro e Vasco da Gama.
A internalização da distribuição das lojas físicas da Fisia em Extrema (MG) permitiu a implementação de incentivos fiscais de ICMS, o que deve ajudar a mitigar a pressão cambial nos próximos trimestres.
A gestão mantém um balanço saudável, mas o mercado aguarda a estabilização das margens operacionais após este intenso período de transformações estruturais.
Análise da Capitalizo
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