Relatório da Mentoria Capitalizo Consultoria - 06/03/2026

Publicado em 06/03/2026

O texto abaixo é a transcrição dos principais pontos comentados na mentoria do último dia 05/03/26. Clique aqui para assistir


Com o início do ano, reforçamos alguns princípios que consideramos fundamentais para quem investe pensando no longo prazo.


Um dos pontos mais importantes é manter o foco na estratégia e evitar decisões impulsivas baseadas em movimentos de curto prazo.


No mercado financeiro existe uma quantidade praticamente infinita de ativos disponíveis. No entanto, uma carteira bem estruturada sempre será composta por um número limitado de empresas e setores.


Por isso, insistimos tanto na ideia de círculo de competência: acompanhar bem um conjunto menor de ativos tende a ser muito mais eficiente do que tentar acompanhar tudo.


Isso também explica por que nem todos os ativos que aparecem no mercado fazem parte das nossas recomendações.


O fato de não acompanharmos determinado investimento não significa que ele seja necessariamente ruim. Em muitos casos, simplesmente não faz parte do foco da nossa análise.


Outro ponto que reforçamos com frequência é que o objetivo principal de qualquer estratégia de investimento é evitar grandes perdas permanentes de capital.


Oscilações de preço fazem parte do mercado. Quedas de 50%, 60% ou até mais já ocorreram diversas vezes ao longo da história em ativos individuais.


No entanto, perder dinheiro de forma definitiva, seja por excesso de risco, alavancagem ou falta de diversificação, é algo completamente diferente.


No mercado financeiro, ganha dinheiro quem permanece investindo por tempo suficiente para capturar os ciclos de valorização.


DESEMPENHO DOS MERCADOS


Apesar de alguma volatilidade recente, os principais indicadores ainda apresentam desempenho positivo no ano.


O Ibovespa acumula alta próxima de 12%, enquanto o IDIV também apresenta valorização relevante. O índice de small caps avança em ritmo mais moderado.


No cenário internacional, o S&P 500 apresenta leve queda em reais, influenciado principalmente pelo movimento do dólar. O Bitcoin, que chegou a cair quase 40% no ano, recuperou parte das perdas, mas ainda permanece em território negativo.


Já o ouro volta a se destacar como um dos ativos de melhor desempenho em 2026, acumulando alta superior a 13% no período.


CONFLITOS GEOPOLÍTICOS E IMPACTOS ECONÔMICOS


O principal tema macroeconômico recente foi a escalada de tensão no Oriente Médio envolvendo o Irã. Em momentos como esse, os primeiros impactos costumam aparecer nos preços das commodities, especialmente no petróleo e no ouro.


Um petróleo mais caro pode gerar pressão inflacionária global. Caso o movimento se prolongue, existe a possibilidade de afetar as expectativas de queda de juros, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.


No entanto, reforçamos que ainda é cedo para conclusões mais definitivas. O histórico mostra que guerras e conflitos são eventos recorrentes ao longo das décadas, e os mercados costumam se ajustar a esses cenários.


Por esse motivo, a estratégia mais eficiente continua sendo manter carteiras bem diversificadas, em vez de tentar antecipar movimentos pontuais do mercado.


A IMPORTÂNCIA DA ALOCAÇÃO DE ATIVOS


Um dos pontos mais importantes para qualquer investidor é definir corretamente a divisão entre renda fixa e renda variável.


Essa decisão não deve ser baseada em idade ou em tabelas genéricas de perfil de investidor. O fator realmente relevante é o nível de conforto de cada pessoa diante da volatilidade.


A pergunta central que o investidor precisa responder é simples: se os ativos de risco caírem 50%, qual seria a reação? Se essa queda comprometer a tranquilidade ou a estabilidade financeira, provavelmente a exposição à renda variável está acima do nível adequado.


Por outro lado, se o investidor entende que oscilações fazem parte do processo e mantém convicção na estratégia, é possível ter uma participação maior em ações.


Essa reflexão precisa ser feita antes de qualquer investimento, e não apenas quando o mercado já está em queda.


DIVERSIFICAÇÃO E ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO


Diversificação continua sendo um dos pilares da estratégia de investimento. Mesmo dentro de um mesmo setor, é comum encontrarmos empresas com dinâmicas diferentes, mercados distintos e perspectivas próprias.


Isso explica por que muitas carteiras incluem várias companhias de segmentos industriais ou ligados ao agronegócio.


Essas empresas frequentemente possuem relações comerciais entre si, fazem parte da mesma cadeia produtiva e apresentam características estruturais semelhantes.


Ao mesmo tempo, diversificar dentro de um setor permite capturar oportunidades de valorização sem depender exclusivamente de um único ativo.


É importante lembrar que prever qual empresa terá o melhor desempenho é praticamente impossível.


Muitas vezes, ativos com fundamentos semelhantes apresentam resultados completamente diferentes ao longo dos anos.

A diversificação ajuda justamente a reduzir esse risco.


GUERRA NÃO É NECESSARIAMENTE O PIOR CENÁRIO


Quando surgem eventos geopolíticos relevantes, é comum surgir a tentação de modificar rapidamente a carteira.


No entanto, historicamente, conflitos armados não significam necessariamente desempenho negativo para os mercados de ações.


Ao longo das últimas décadas, o mercado americano passou por inúmeras guerras e crises, mantendo ainda assim uma trajetória de crescimento no longo prazo.


Por esse motivo, evitamos alterar carteiras apenas por eventos de curto prazo. Mudanças estruturais devem ocorrer somente quando houver impacto real e permanente nos resultados das empresas.


Enquanto isso não acontecer, a estratégia mais consistente continua sendo manter a disciplina e seguir a alocação definida.


DIVIDENDOS: FOCO NO RETORNO TOTAL


Outro ponto importante diz respeito à discussão sobre dividendos.


Receber dividendos é relevante principalmente para quem precisa de renda no curto prazo. Para investidores que ainda estão em fase de acumulação de patrimônio, o mais importante é o retorno total do investimento.


Uma empresa que cresce mais rápido pode pagar menos dividendos hoje, mas gerar muito mais renda no futuro. O foco deve estar na geração de valor ao longo do tempo, e não apenas no dividend yield momentâneo.


Dividendos são consequência de bons resultados empresariais. Portanto, o critério principal deve ser sempre a qualidade e a capacidade de crescimento das companhias.


FECHAMENTO


Encerramos reforçando que investir bem exige foco, disciplina e visão de longo prazo.


O mercado estará sempre repleto de notícias, narrativas e movimentos de curto prazo. No entanto, a consistência nos resultados costuma vir justamente da capacidade de ignorar o ruído e manter uma estratégia bem estruturada.


Carteiras diversificadas, empresas com bons fundamentos e uma alocação adequada entre renda fixa e renda variável continuam sendo os pilares mais sólidos para atravessar diferentes ciclos do mercado.


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