📌 A Indústrias Romi (ROMI3) apresentou resultados do quarto trimestre de 2025, com indicadores financeiros que refletem um ambiente econômico desafiador para o setor de bens de capital.
Embora a empresa tenha conseguido sustentar o crescimento de sua carteira de pedidos, as principais métricas de rentabilidade e faturamento registraram quedas relevantes em relação ao mesmo período de 2024.
A Receita Operacional Líquida totalizou R$ 388,2 milhões no trimestre, uma redução de 15,3% na comparação anual.
O desempenho financeiro atual foi considerado fraco, com o Lucro Líquido Ajustado caindo 18,1%, somando R$ 40,4 milhões. O EBITDA ajustado também acompanhou a tendência negativa, recuando 16,4% para R$ 66,2 milhões.
Destaques Financeiros do 4T25 (vs. 4T24):
•Receita Operacional Líquida: R$ 388,2 milhões, uma queda de 15,3%.
•Lucro Líquido Ajustado: R$ 40,4 milhões, representando um recuo de 18,1%.
•EBITDA Ajustado: R$ 66,2 milhões, com redução de 16,4%.
•Entrada de Pedidos (New Orders): Sofreu uma queda acentuada de 47,3%, somando R$ 182,8 milhões no trimestre.
•Carteira de Pedidos (Backlog): O único indicador de crescimento, atingindo R$ 750,4 milhões, uma alta de 15,1%.
•Margem EBIT Ajustada: Apresentou uma melhora marginal de 1,9 p.p., situando-se em 15,6%.
•Dívida Líquida: Encerrou o ano em R$ 135,2 milhões, um aumento frente aos R$ 102,7 milhões do final de 2024.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
Apesar da evolução na carteira de pedidos, o resultado operacional da Romi no 4T25 acende um sinal de alerta.
O dado mais preocupante é a queda de 47,3% na entrada de novos pedidos no trimestre, indicando que o fôlego comercial pode estar diminuindo diante da cautela do empresário industrial brasileiro.
A unidade de Fundidos e Usinados continua sendo o maior peso negativo, com queda de 29,3% na receita devido à baixa demanda nos setores eólico e automotivo pesado.
O lucro líquido reportado (sem ajustes) também foi pressionado, caindo para R$ 32,3 milhões (-23,4% vs 4T24).
O crescimento da carteira de pedidos consolidada foi fortemente dependente da subsidiária alemã B+W (+39,0% YoY), enquanto a unidade principal de Máquinas Romi no Brasil viu sua carteira encolher 14,6% em 12 meses.
Em resumo, a visibilidade de entregas para 2026 ainda é sustentada pelo backlog atual, mas o ritmo de novos negócios precisa de uma retomada clara para justificar maior otimismo.
Complemento Estratégico
Mesmo com o lucro em queda, a Romi mantém sua política de remuneração, tendo aprovado R$ 16,8 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) em dezembro de 2025.
A empresa tenta mitigar a volatilidade do mercado de máquinas através da expansão do negócio de locação, que gera receita recorrente, e da fintech PRODZ.
Contudo, a alavancagem operacional deve continuar sob pressão enquanto os custos fixos da unidade de fundidos não forem diluídos por uma recuperação no volume de produção.
Análise da Capitalizo
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