Relatório da Mentoria Capitalizo Consultoria - 13/03/2026

Publicado em 13/03/2026

O texto abaixo é a transcrição dos principais pontos comentados na mentoria do último dia 12/03/26. Clique aqui para assistir


Reforçamos a importância de manter disciplina na estratégia de investimentos e evitar decisões impulsivas em momentos de volatilidade.

Oscilações de curto prazo fazem parte do mercado e não significam necessariamente mudanças nos fundamentos das empresas.

Por isso, acompanharmos periodicamente a carteira, verificar dividendos e organizar novos aportes ajuda a manter o planejamento alinhado.

Quando a estratégia está bem estruturada, as mudanças na carteira tendem a ser raras e normalmente acontecem por eventos específicos, como fechamento de capital ou ajustes pontuais de alocação.

Também lembramos que nenhuma ação sobe continuamente.

Empresas de qualidade podem passar anos em períodos de queda ou lateralização, e isso faz parte do comportamento natural da bolsa.

Por esse motivo, diversificação e paciência continuam sendo elementos centrais para resultados consistentes no longo prazo.

NARRATIVAS DE MERCADO E QUALIDADE DA INFORMAÇÃO

Chamamos atenção novamente para o excesso de narrativas que circulam no mercado financeiro, principalmente em relação à economia americana e ao futuro do dólar.

Muitas análises sugerem um declínio estrutural dos Estados Unidos, mas os dados de longo prazo mostram um cenário diferente.

O país continua representando uma parcela relevante da economia global e mantém forte influência nos mercados.

Por isso, reforçamos a importância de avaliar as informações com cautela.

Grande parte das notícias publicadas em portais financeiros está associada a interesses comerciais ou a interpretações simplificadas dos fatos.

O ideal é sempre buscar dados diretamente nas divulgações das empresas e evitar tomar decisões com base apenas em manchetes ou narrativas amplamente difundidas.

CENÁRIO GLOBAL E IMPACTO DA GUERRA

Entre os temas macroeconômicos recentes, os conflitos geopolíticos continuam influenciando os mercados.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já havia pressionado o setor de energia nos últimos anos, e novos episódios de tensão global voltaram a impactar os preços do petróleo.

Movimentos como esses costumam gerar forte volatilidade nas commodities e nos mercados financeiros.

No curto prazo, o aumento do preço do petróleo pode pressionar a inflação e dificultar a queda de juros em diversas economias.

Ainda assim, esses movimentos são comuns em períodos de instabilidade geopolítica e não necessariamente alteram as teses de investimento de longo prazo.

ENERGIA E DEMANDA GLOBAL

A discussão sobre energia ganhou ainda mais relevância nos últimos anos.

Além dos conflitos geopolíticos, o crescimento da demanda global por eletricidade e o avanço de tecnologias como inteligência artificial ampliam a necessidade de infraestrutura energética.

Esse cenário reforça a importância de setores ligados à produção de energia e a commodities estratégicas.

Mesmo com oscilações de curto prazo, a tendência estrutural de aumento da demanda energética continua sendo um fator relevante para diversas empresas.

COMMODITIES E CICLOS DE MERCADO

Grande parte das commodities passou por um período mais fraco recentemente, com exceção de alguns ativos como ouro e petróleo.

Isso acabou impactando os resultados de empresas expostas a esses ciclos, como produtoras de metais ou companhias ligadas à indústria.

Mesmo assim, muitas dessas empresas continuam operando com lucro, geração de caixa e estrutura financeira sólida.

Esse comportamento mostra que os ciclos fazem parte do setor e que períodos mais fracos podem acontecer sem comprometer a qualidade dos negócios.

FERBASA E O CICLO DAS COMMODITIES

No caso da Ferbasa (FESA4), os resultados mais fracos refletem principalmente o momento menos favorável do ciclo do ferro-cromo e de outras commodities industriais.

Mesmo assim, a empresa continua apresentando fundamentos sólidos, com caixa líquido, reservas relevantes e operação ajustada.

Além disso, a companhia mantém uma posição estratégica na produção de insumos utilizados na fabricação de aço inoxidável, um material amplamente demandado por economias emergentes.

Por isso, os resultados atuais refletem muito mais um ciclo de mercado do que qualquer deterioração estrutural do negócio.

PROCESSO SOCIETÁRIO NA FERBASA

Também comentamos o processo envolvendo o herdeiro do fundador da Ferbasa.

Trata-se de uma disputa societária relacionada ao controle acionário da empresa, que já se arrasta há vários anos.

Apesar de ser um tema relevante do ponto de vista jurídico, ele não interfere nas operações da companhia neste momento.

Mesmo que ocorra alguma mudança no controle no futuro, isso não significa necessariamente deterioração do negócio.

Mudanças de controle são relativamente comuns no mercado e não costumam afetar diretamente a operação das empresas.

PRIO E RESULTADO CONTÁBIL

No caso da PRIO (PRIO3), surgiram dúvidas após a divulgação de prejuízo contábil no resultado.

Esse resultado foi influenciado principalmente por efeitos não recorrentes relacionados a amortização e depreciação de aquisições realizadas pela empresa.

Esses ajustes são contábeis e não representam saída efetiva de caixa.

Na prática, a geração operacional da companhia continua sólida, o que reforça a tese estrutural da empresa dentro do setor de petróleo.

BRAVA E PETRORECONCAVO

Empresas menores do setor de petróleo, como Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3), costumam apresentar maior volatilidade em função de variações na produção ou paradas de manutenção.

Esse comportamento é comum em companhias de menor escala e não significa necessariamente deterioração operacional.

Mesmo assim, a preferência dentro do setor continua sendo PRIO (PRIO3), principalmente pela eficiência operacional e pelo histórico de aquisições bem executadas.

COSAN E RAÍZEN

No caso da Raízen, o anúncio de recuperação extrajudicial já era um cenário que vinha sendo discutido pelo mercado.

No curto prazo, o impacto é mais relevante para credores e investidores em renda fixa ligados à empresa.

Para a Cosan (CSAN3), o principal ponto de atenção continua sendo o nível de alavancagem do controlador.

Ainda assim, a situação atual não altera de forma significativa a visão sobre a companhia neste momento.

ALLOS E SETOR DE SHOPPING

A Allos (ALOS3) divulgou resultados positivos, com crescimento do lucro, melhora da receita e manutenção de níveis elevados de ocupação nos shoppings.

O setor vem apresentando recuperação consistente após os impactos da pandemia.

Além disso, a companhia continua realizando vendas de participações em alguns ativos, o que contribui para geração de caixa e distribuição de dividendos.

AREZZO E RENNER

Empresas do setor de varejo de vestuário, como Arezzo (ARZZ3) e Lojas Renner (LREN3), continuam apresentando bons resultados operacionais.

A integração entre Arezzo e Grupo Soma começa a gerar sinergias e resultados mais consistentes.

Apesar disso, as ações dessas empresas ainda não refletiram totalmente essa melhora operacional, o que reforça a percepção de que os preços atuais não refletem integralmente a qualidade dos negócios.

CAIXA E ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA

Reforçamos também a importância de manter uma reserva de liquidez adequada. Ter caixa disponível evita que o investidor precise vender ações em momentos desfavoráveis para cobrir necessidades de curto prazo.

Essa reserva pode ser construída gradualmente com aportes ou dividendos e serve como uma proteção financeira que ajuda a manter a estratégia de longo prazo intacta.

ALOCAÇÃO ENTRE AÇÕES E GERADORES DE RENDA

A proporção entre ações e geradores de renda depende principalmente da necessidade de renda no curto prazo.

Investidores que dependem mais de renda tendem a priorizar ativos previsíveis, como fundos imobiliários ou instrumentos semelhantes.

Por outro lado, quem não precisa dessa renda imediata pode ter maior exposição a ações, que possuem maior potencial de crescimento e aumento de dividendos ao longo do tempo.

COMMODITIES ESTRATÉGICAS

Entre as commodities acompanhadas atualmente, ouro e petróleo continuam se destacando.

O ouro, por exemplo, possui uma demanda estrutural crescente e enfrenta limitações naturais na expansão da produção.

Além disso, o crescimento da classe média em países como Índia e China continua aumentando o consumo de ouro, tanto para joias quanto para aplicações tecnológicas.

AGRONEGÓCIO E ECONOMIA BRASILEIRA

O agronegócio continua sendo um dos principais pilares da economia brasileira.

Mesmo em anos com preços menos favoráveis, o setor segue responsável por uma parcela relevante do crescimento do PIB e das exportações do país.

Essa importância reforça também a relevância de empresas ligadas direta ou indiretamente ao setor dentro da estratégia de investimentos.

FOCO NA CARTEIRA

Por fim, reforçamos a importância de focar nos ativos que já fazem parte da carteira.

Sempre existirão empresas ou setores com desempenho momentaneamente melhor, mas tentar acompanhar todas as oportunidades ao mesmo tempo tende a gerar decisões menos consistentes.

Manter um círculo de competência bem definido permite acompanhar melhor cada investimento e tomar decisões com mais tranquilidade ao longo dos ciclos do mercado.


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