📌 A CSN (CSNA3) encerrou 2025 demonstrando forte resiliência operacional, alcançando seu melhor EBITDA trimestral no 4T25, apesar da sazonalidade desafiadora e do período de chuvas.
O desempenho foi sustentado por recordes na mineração e logística, além de uma estratégia de recomposição de preços em cimentos, que ajudaram a mitigar o ambiente competitivo hostil na siderurgia.
Por outro lado, o resultado financeiro segue pressionado pelo elevado custo da dívida e pela variação cambial, resultando em prejuízo líquido no trimestre.
O foco estratégico agora se volta para 2026, com o anúncio de um robusto plano de alienação de ativos (Cimentos, Infraestrutura e Siderurgia) que visa levantar até R$ 18 bilhões para equacionar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem, que subiu para 3,47x no período.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24)
•Receita Líquida: R$ 11,4 bilhões, queda de 5,2%.
•EBITDA Ajustado: R$ 3,3 bilhões, queda de 0,3%.
•Lucro Líquido (Prejuízo): R$ -721 milhões, alta de 748,2% no prejuízo.
•Margem EBITDA: 27,8%, alta de 1,1 p.p..
•Vendas de Aço: 995 mil toneladas, queda de 15,3%.
•Vendas de Minério de Ferro: 11,9 milhões de toneladas, alta de 11,7%.
•Dívida Líquida Ajustada: R$ 41,2 bilhões, alta de 15,4%.
Análise Capitalizo (Resultado: Neutro)
Classificamos o resultado como Neutro. Do lado positivo, a CSN entregou uma execução operacional impecável na Mineração, superando o guidance anual e atingindo o segundo maior volume de vendas da história no 4T25.
A Siderurgia, embora sofrendo com a invasão do aço chinês e paradas de manutenção, conseguiu reduzir custos de produção para o menor nível em 4 anos, preparando o terreno para margens melhores em 2026.
Entretanto, o sinal de alerta vem do balanço. A alavancagem subiu para 3,47x Dívida Líquida/EBITDA, rompendo a sequência de quedas dos trimestres anteriores devido à queima de caixa com investimentos (Capex de R$ 2,0 bilhões no trimestre) e serviço da dívida.
O prejuízo líquido de R$ 721 milhões no trimestre reflete o peso dos juros e efeitos não recorrentes na siderurgia.
O mercado agora precifica a execução das vendas de ativos anunciadas em janeiro de 2026; sem esse desinvestimento, a estrutura de capital continuará limitando o valor das ações.
Complemento Estratégico
Para 2026, o cenário é de otimismo moderado com gatilhos claros. A aprovação de medidas protecionistas (antidumping) contra o aço importado é o principal catalisador para a recuperação de volumes e preços na Siderurgia.
No setor de Cimentos, a empresa mantém rentabilidade próxima a 30%, beneficiada pelo programa Minha Casa Minha Vida.
O grande "destrava de valor" para o ano será a materialização da venda de participações em ativos, que pode reduzir drasticamente o endividamento e permitir um novo ciclo de crescimento.
Análise da Capitalizo
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