📌 A PRIO (PRIO3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com avanços operacionais significativos, impulsionados pela consolidação estratégica do campo de Peregrino.
A companhia reportou uma Receita Total de US$ 642,4 milhões no 4T25, representando um crescimento de 20% em relação ao 4T24.
Esse desempenho foi sustentado por uma produção média recorde de 127,9 mil barris por dia no trimestre, uma expansão de 46% na comparação anual.
Apesar do forte faturamento, o resultado contábil final foi impactado por itens não-caixa expressivos.
A companhia registrou um Prejuízo Líquido de US$ 185,4 milhões no trimestre, pressionado majoritariamente pelo aumento na linha de depreciação e amortização decorrente das recentes aquisições e por ajustes na base tributária devido à valorização do Real frente ao Dólar.
No acumulado de 2025, o lucro líquido somou US$ 405 milhões.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24)
•EBITDA Ajustado (ex-IFRS 16): US$ 341,4 milhões, um crescimento de 6,0%.
•Vendas Totais: 10,6 milhões de barris comercializados, alta de 49,1%.
•Lifting Cost: US$ 12,5 por barril, um aumento de 12,9%, impactado pela interdição temporária de Peregrino em outubro.
•Posição de Caixa: US$ 617,6 milhões ao final de 2025.
•Endividamento: Alavancagem em 1,8x Dívida Líquida/EBITDA (em US$), reflexo dos desembolsos para o fechamento da aquisição de Peregrino.
Análise Capitalizo (Resultado: Positivo)
O desempenho operacional da PRIO no 4T25 foi positivo, reafirmando sua capacidade de integrar ativos complexos e escalar a produção de forma célere.
O salto de 46% na produção média é um marco que compensou a queda de 15% no preço médio do barril de Brent no período.
A conclusão antecipada do closing da primeira tranche de Peregrino (40% de participação e operação) permitiu o início imediato da captura de sinergias operacionais.
A alavancagem subiu para 1,8x (vinda de 1,3x no 3T25), mas permanece em patamares confortáveis para o setor, especialmente considerando o cronograma de geração de caixa futura.
O prejuízo contábil não deve ser visto como deterioração do negócio, pois deriva de amortizações aceleradas e efeitos cambiais sem impacto no caixa operacional.
Complemento Estratégico
Setorialmente, a PRIO se consolida como a maior produtora independente do Brasil, com um horizonte de crescimento claro para 2026.
A obtenção da licença de operação para o campo de Wahoo é o principal gatilho de curto prazo, com o primeiro óleo previsto para os próximos dias.
A nova certificação de reservas (1P) atingiu 811,3 milhões de barris, garantindo longevidade ao portfólio. Além disso, a formalização de uma política de dividendos prevista para o 1S26 sinaliza que a companhia atingiu maturidade suficiente para remunerar o acionista sem comprometer novos M&As.
Análise da Capitalizo
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