📌 A Aura Minerals (AURA33, AUGO) reportou um encerramento de 2025 com forte crescimento operacional e financeiro ajustado.
A companhia atingiu uma receita líquida recorde de US$ 321,6 milhões no quarto trimestre, um salto de 88% frente ao 4T24, impulsionada pela alta nos preços do ouro e pelo aumento da produção.
O EBITDA Ajustado atingiu US$ 207,9 milhões no trimestre (+162% YoY), estabelecendo o sexto recorde trimestral consecutivo.
Entretanto, o resultado final foi impactado por fatores não operacionais.
O prejuízo líquido contábil foi de US$ 19,8 milhões no 4T25, revertendo o lucro do ano anterior.
Esse resultado negativo é explicado majoritariamente por US$ 81,7 milhões em perdas não realizadas com derivativos (hedge de ouro) e maiores provisões de imposto de renda decorrentes do forte ganho operacional. No acumulado de 2025, o prejuízo líquido somou US$ 79,3 milhões.
Destaques do Resultado (4T25 vs 4T24):
•Produção Total: 82.067 GEO (+23%), com destaque para a rampa de Borborema e aquisição da MSG.
•Preço Médio Realizado (Ouro): US$ 4.090/oz, alta expressiva de 58%.
•EBITDA Ajustado: US$ 207,9 milhões, com margem recorde de 65% (+18 p.p.).
•Lucro Líquido Ajustado: US$ 73,2 milhões, crescimento de 197%.
•Alavancagem: Relação Dívida Líquida/EBITDA em patamar conservador de 0,28x.
Análise da Capitalizo (Resultado Positivo)
Embora o prejuízo contábil assuste à primeira vista, ele é puramente financeiro e reflete a valorização do ouro acima do teto dos contratos de proteção da companhia.
O que realmente importa para a tese de investimento é o EBITDA Ajustado, que dobrou no ano , e o Lucro Líquido Ajustado, que subiu quase 200% no trimestre ao isolar os efeitos do hedge.
A Aura provou sua eficiência ao colocar a mina de Borborema em operação comercial dentro do prazo e orçamento, além de manter custos operacionais estáveis em um ambiente inflacionário.
Complemento Estratégico
A Aura está em plena transformação de patamar produtivo. Com a aquisição estratégica da MSG e o progresso em Borborema, a empresa elevou seu guidance de produção para 360-390 mil GEO em 2026 (alta de até 39% vs 2025).
A empresa também obteve licença para realocar a estrada na mina de Borborema, o que pode dobrar as reservas do ativo.
O principal risco segue sendo a exposição ao hedge de ouro, que trava 80% da produção inicial de Borborema a US$ 2.400/oz, limitando o ganho com os preços spot atuais.
Contudo, a robusta geração de caixa livre (US$ 94,1M no 4T25) sustenta o pagamento de dividendos e a expansão para a meta de 600 mil GEO/ano.
Análise da Capitalizo
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