📌 A Engie Brasil Energia (EGIE3) divulgou os seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), destacando a continuidade da sua estratégia de diversificação e expansão em fontes renováveis e ativos de transmissão.
A Receita Operacional Líquida no 4T25 atingiu R$ 3,42 bilhões, um crescimento de 4,5% em relação ao 4T24. No acumulado de 2025, o faturamento somou R$ 12,86 bilhões, alta de 14,6% frente a 2024.
Contudo, o lucro líquido ajustado do trimestre totalizou R$ 727 milhões, uma retração de 31,4% YoY. O resultado reflete o impacto de maiores despesas financeiras e custos operacionais associados ao ciclo de investimentos da companhia.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Lucro Líquido Ajustado: R$ 727 milhões contra R$ 1,06 bilhão no 4T24 (queda de 31,4%).
•EBITDA Ajustado: R$ 1,86 bilhão no trimestre, representando uma queda de 3,7% YoY.
•Receita Operacional Líquida: R$ 3,42 bilhões no 4T25, um aumento de 4,5% YoY.
•Preço Médio de Venda: R$ 210,66/MWh, recuo de 6,3% YoY.
•Energia Vendida: 4.867 MW médios no trimestre, um avanço de 12,3% YoY.
•Dívida Líquida: Encerrou 2025 em R$ 25,51 bilhões, alta de 26,8% frente aos R$ 20,13 bilhões de 2024.
•Dividendos: Proposta de R$ 557,8 milhões (R$ 0,48/ação), totalizando um payout de 55% do lucro líquido ajustado em 2025.
Análise da Capitalizo (Resultado Neutro)
O resultado da Engie no 4T25 apresenta uma dinâmica de transição operacional com pressão financeira.
Do lado positivo, a empresa segue entregando o seu plano de expansão: o Conjunto Eólico Serra do Assuruá (846 MW) entrou em operação plena e o primeiro trecho da linha de transmissão Asa Branca (334 km) foi energizado em novembro. Esses ativos trazem previsibilidade e novas fontes de receita para 2026.
Entretanto, os números nominais foram fracos, com a queda de 31,4% no lucro líquido evidenciando o peso do aumento de 44,3% nas despesas financeiras (resultado do maior endividamento para Capex) e da depreciação crescente dos novos ativos.
Além disso, o preço médio de venda de energia recuou 6,3%, pressionado por preços de mercado mais baixos nos últimos anos que afetaram os novos contratos no mercado livre.
A solidez da Engie permanece indiscutível, com ROE ajustado de 20,4% e margem EBITDA de 54,5%, mas o investidor deve estar ciente de que o ciclo de desalavancagem e a maturação completa dos novos projetos levarão alguns trimestres para recompor a linha final do balanço.
Complemento Estratégico
A Engie concluiu um importante ciclo de investimentos em renováveis de larga escala em 2025.
Para 2026, o foco será a operação plena do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol (753 MWac) e o avanço dos sistemas de transmissão Graúna e Asa Branca.
A potencial aquisição da participação de 40% na Usina de Jirau é o próximo grande gatilho estratégico que pode consolidar ainda mais a liderança da companhia no setor.
Análise da Capitalizo
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