📌 O GPA (PCAR3) divulgou os seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), revelando uma operação que permanece sob forte pressão financeira, apesar de melhorias marginais em eficiência.
A companhia registou um prejuízo líquido consolidado de R$ 572 milhões no trimestre, uma redução de 48,2% face ao prejuízo de R$ 1,10 bilhão no 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo somou R$ 824 milhões.
A receita bruta do trimestre apresentou um recuo marginal de 0,4%, totalizando R$ 5,56 bilhões. O resultado foi impactado principalmente pelo processo de simplificação do portfólio, incluindo a descontinuação de formatos deficitários.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Prejuízo Líquido Consolidado: R$ 572 milhões contra R$ 1.104 milhões no 4T24 (melhora de 48,2%).
•Receita Bruta Total: R$ 5,56 bilhões, uma queda de 0,4% YoY.
•EBITDA Ajustado: R$ 510 milhões, crescimento de 2,5% YoY, com margem de 10,0% (+0,4 p.p.).
•Vendas Mesmas Lojas (SSS): Crescimento de 2,7%, sustentado pela resiliência das bandeiras premium.
•E-commerce: Faturamento de R$ 667 milhões, alta de 6,6% YoY, atingindo 12,6% de participação nas vendas.
•Dívida Líquida: Encerrou o ano em R$ 2,08 bilhões, um salto de 49,3% frente aos R$ 1,39 bilhão de 2024.
Análise da Capitalizo (Resultado Negativo)
Embora o GPA tente enfatizar a redução do prejuízo e o avanço da margem EBITDA, o resultado operacional de 2025 é objetivamente fraco.
O fato de o prejuízo consolidado ainda ser de R$ 824 milhões anuais mostra que a estrutura de custos e os encargos financeiros continuam a corroer a geração de valor da companhia.
É necessário ser crítico com a alavancagem financeira, que disparou 49% em um ano, atingindo 2,4x Dívida Líquida/EBITDA (pré-IFRS 16).
A venda da participação na FIC por R$ 260 milhões e de outros ativos não estratégicos é uma medida paliativa que ajuda no caixa, mas não resolve a falta de lucratividade do negócio principal.
A dependência de um "Plano de Eficiência 2026" para capturar R$ 415 milhões em economias indica que a operação atual ainda está longe do ponto de equilíbrio ideal.
Complemento Estratégico
O GPA está apostando todas as suas fichas na bandeira Pão de Açúcar e no formato de proximidade (Minuto), que ganharam market share em 2025.
O CAPEX foi reduzido em 35% no trimestre, sinalizando a interrupção de planos de expansão agressivos para focar na preservação de caixa.
Para 2026, a administração projeta um investimento ainda menor (entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões), o que pode limitar a renovação tecnológica necessária para competir com rivais mais capitalizados.
Análise da Capitalizo
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