📌 A Irani Papel e Embalagem (RANI3) encerrou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com um desempenho operacional sólido, focado na rentabilidade ("value over volume") em detrimento do ganho de participação de mercado.
A Receita Líquida no 4T25 atingiu R$ 416,0 milhões, um crescimento de 2,0% em relação ao 4T24.
No entanto, o lucro líquido consolidado $(OC+OD)$ sofreu uma redução acentuada, totalizando R$ 38,0 milhões no trimestre, queda de 79,6% YoY.
Essa variação deve-se à ausência do efeito não recorrente bilionário registrado no 4T24 (crédito tributário de ICMS). Desconsiderando efeitos extraordinários e ativos biológicos, o lucro líquido recorrente anual saltou 64,9% em 2025.
Destaques do Resultado (4T25 vs. 4T24):
•Lucro Líquido $(OC+OD)$: R$ 38,0 milhões contra R$ 186,2 milhões no 4T24 (queda de 79,6% YoY).
•EBITDA Ajustado (OC): R$ 129,0 milhões, um aumento de 8,7% YoY.
•Margem EBITDA Ajustada (OC): Expandiu para 31,0% (+1,9 p.p. YoY).
•Preço Médio de Venda: No segmento de Papelão Ondulado, houve alta de 7,0% YoY, refletindo a recomposição de preços.
•Alavancagem: A relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado caiu para 1,99x (vs. 2,26x no final de 2024).
Análise da Capitalizo (Resultado Positivo)
O resultado da Irani no 4T25 demonstra a maturidade da estratégia de priorizar margens e eficiência operacional.
Apesar do lucro líquido nominal ter caído drasticamente devido à base de comparação inflada por créditos tributários em 2024, o EBITDA Ajustado subindo 8,7% com expansão de margem prova que o core business está gerando valor real.
A companhia conseguiu repassar preços (+7,0% YoY no papelão) mesmo com volumes ligeiramente menores, o que indica resiliência em subsetores essenciais como Proteínas e Alimentos Industrializados.
A queda na alavancagem para baixo de 2,0x, somada a um ROIC de 13,3%, permite que a Irani continue sendo uma excelente pagadora de dividendos (Yield de 10,8% em 2025) enquanto executa a Plataforma Gaia.
Complemento Estratégico
A Irani avançou significativamente na Plataforma Gaia, com projetos do 1º ciclo (Gaia I, II e III) já entregando retornos operacionais plenos.
O foco em 2026 será a conclusão da reforma da Máquina de Papel 5 (Gaia XI) e a preparação para o Projeto Gaia V (Repotenciação São Luiz), financiados pela recente emissão de R$ 120 milhões em debêntures verdes.
Análise da Capitalizo
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